2 de maio de 2008

Aqui não tem ninguém com esse nome!

É tão emocionante quando você atende ao telefone e do outro lado da linha é uma pessoa procurando por alguém que não é você, mas a pessoa procurada não se encontra e você, para avisá-la mais tarde, pede para quem ligou se identificar, e ele diz: “é um amigo dela”
Ah ta... é um amigo dela... ta bom!
Aí você vai dar o recado: “Ó, hoje de manhã ligou um amigo seu!”, a pessoa contente e curiosa pergunta: “Ah é? Quem era?”
Silêncio.
Eu prefiro não perguntar porque sempre tem gente muito grossa. E se a pessoa for grossa comigo e eu não estiver de muito bom humor, eu vou me sentir no direito de ser grossa também.
A pessoa diria quando eu perguntasse o nome: “é só um amigo dela, diga apenas isso” e eu diria: “ta, eu digo que ligou um João Ninguém procurando por ela, alguém que deve ter um nome muito do estranho para não querer dizê-lo, beijotchau”
Claro que eu só faria isso na minha casa, vai que é no trabalho e eu falo isso pro chefão dos chefões. Eu, hein!
Pior é quando você tem que dar esse tipo de recado a um chefe. A pessoa vai dizer que é um amigo dele, você então vai pedir que a pessoa se identifique e ela vai insistir: “diga apenas que é um amigo dele”.
Daí você tem duas opções: 1ª dar o recado dizendo que ligou um amigo, mas que não quis se identificar e 2ª: não dar o recado porque sabe que seu chefe é dessas pessoas muito sensíveis e pode retrucar perguntando: “e você não perguntou o nome, não?” ou então pensar que você esqueceu o nome do amigo e tá pondo a culpa nele.
E se o amigo liga depois direto pro seu chefe: “oi, eu liguei hoje aí mais cedo, não te deram o recado não?”.
Ah, o cara não faria isso!
Ah não? Eu não duvido de mais nada nessa vida. Já ouvi cada absurdo, até passar dinheiro por fax eu já ouvi história de gente que pediu. E não era brincadeira, pode perguntar pra minha mãe.
Por isso eu prefiro ficar com a primeira opção, mas se eu tivesse um chefe neurótico, ficaria com a segunda, especialmente porque odeio levar a culpa de coisas que não fiz.
Então olharia bem pro meu chefe e diria: “olha, hoje de manhã ligou uma pessoa te procurando, disse apenas que era um amigo seu e quando eu pedi que se identificasse, ele quis que eu dissesse apenas que era um amigo”
Poxa, não é muito mais fácil se identificar? Tomaria menos o meu e o seu tempo. E, se fosse possível, a pessoa que estava ausente quando você ligou poderia te retornar a ligação, o que seria, de certa forma, uma economia pra você.
A não ser que você tenha alguma coisa a esconder de mim, porque se você fizer isso, dependendo de quem você estiver procurando eu vou dar o recado: “ligou uma pessoa aqui, muito esquisita, que veio com umas idiotices de não querer se identificar, acho que deve alguma coisa pra mim, mas como eu não tenho pendências com ninguém, esse seu amigo é um sem noção que quer fazer eu perder meu tempo e paciência”
Pronto, recado dado.

Um comentário:

erica disse...

e quando é pra vc e o nó cego do outro lado fica com a brincadeirinha super simpática de adivinha quem é?
caraca como se fosse obrigação eu guardar as vozes de trilhões de pessoas que tive contato na vida.
beijos