28 de junho de 2008

Agradecimento

Gentes,
Quero agradecer a pessoa que se diz a fã nº 1 do meu blog, que será mãe em breve e que eu estou devendo uma visita há um tempão.
Minha amiga Bianca se lembrou de mim e procurou saber sobre os tênis que acendem.
Ela descobriu que só tem numeração pequena quando entrou em contato com um fabricante.
Mas a esperança ainda vive!
Um dia eu consigo!
De qualquer forma, fica o meu mais sincero "obrigada".
Beijos, amiga.
Ps: Eu ainda vou te fazer uma visita!

26 de junho de 2008

RÁ RÁ RÁ

Eu duvido que você nunca tenha feito aquelas piadinhas que todo mundo conhece.
Eu mesma já fiz.
A diferença é que quando eu solto uma delas, eu uso aquele tom de “uau, que piada inédita!” acompanhado de um “ai, como eu sou engraçada”.
E se meu irmão ta por perto, ele solta aquela risada que lembra uma pessoa com asma, sabe?
Falando nessa risada, essas pessoas que fazem uso das “piadas inéditas”, curiosamente têm essa risada. Será coincidência? Será pré-requisito da classe? Será que é porque a risada, que querendo ou não é engraçada, compensa a piada?
Pode ser.
Mas essas pessoas que acham essas piadas muito boas, sempre fazem aqueles comentários dos mais sem graça, soltam a citada risada e ainda cutucam quem ta do lado, geralmente com o cotovelo.
E aí? O que fazer? O jeito é rir junto, né? Afinal de contas, quem nunca soltou um comentário sem graça?
Ou, como eu havia falado no início, quem é que nunca fez uso daquelas piadinhas que todo mundo já ouviu?
Por exemplo: um almoço em família, sua tia trouxe uma sobremesa com uma cara muito boa. Você curioso pergunta:
- Tia, o que é?
- É pavê de coco.
- Ah, pavê, que bom!
No fim desse pequeno diálogo você ouve uma voz ao fundo dizendo:
- É pavê ou pra comer??? (risada de pessoa com asma) rááá ráááá rá rá rá rá (cotovelada e mais risada).
Ou então, quando você levanta um pouco mais rápido, dá aquela tonturinha e você diz: “nossa, fiquei tonta” e a pessoa invariavelmente dirá: “Mais???”. Agora a seqüência: risada de pessoa com asma, rááá ráááá rá rá rá rá, cotovelada e mais risada.
Tem outra:
- E pra quando ficou a primeira parcela?
- Ficou para agosto, senhora.
- Agosto? A gosto de Deus? (seqüência)
Ai ai... Essas piadas são “do peru”!
Mas, sabe o que é pior do que ouvir essas piadas?
É quando alguém conta e outra pessoa não entende.
RÁ!

23 de junho de 2008

SIIILÊÊÊNCIIIOOOO!!!!

Durante algumas das minhas aulas de teatro, observei uma atitude das pessoas que sempre esteve muito presente na minha vida, mas só agora observei o quanto ela é contraditória.
Você que estuda, participa de reuniões, cursos ou afins, principalmente com um pessoal mais agitado, mais empolgado, como era meu caso nas aulas de teatro, pode observar essa prática muito comum.
Quando o professor pede silêncio, ou simplesmente fica parado sério na frente das pessoas esperando o volume das vozes abaixar, tem sempre aqueles alunos que começam a fazer “SSSSHHHHHIIIIIIIUUUUU” ou o mais comum “PPPPSSSSIIIUUUUU”.
Esses alunos são, geralmente, os mais puxa-sacos, os que querem ser amigos do professor, e dificilmente tem um só desses nas salas.
Daí começa aquele barulho de “SSSSHHHHHIIIIIIIUUUUU” pra lá, “PPPPSSSSIIIUUUUU” pra cá, e isso se mistura com a conversa e com o pedido de silêncio do professor, então fica aquela poluição sonora, uma loucura.
Isso quando eles não querem ser os próprios professores, se levantam e começam: “ô gente, vamos fazer silêncio aê, por gentileza. Vocês não estão vendo que o professor quer falar? Pô, vamos colaborar, né? Aqui ninguém é mais criança, nããão! Que falta de respeito! Pronto professor”
E quando essas coisas acontecem em lugares onde tem de haver silêncio, tais como biblioteca, cinema, igreja. Alguém faz um barulhinho ou fala um pouco mais alto, é como se fosse o botão de “liga” dos “PPPPSSSSIIIUUUUU” e dos “SSSSHHHHHIIIIIIIUUUUU”.
Peraê, não era pra fazer silêncio?
Na nossa última aula do teatro, todo mundo agitado por causa da apresentação, a professora saiu da sala e todo mundo tava conversando. Quando voltou, ela pediu silêncio e um dos meninos gritou: “SSIIILLLÊÊÊNCCIIIOOO!!!”
Daí eu comecei a rir e falei pra ele: “você pede silêncio gritando?” e ficamos os dois rindo.
Não é contraditório mesmo?
É uma questão de fazer a nossa parte e nada mais.
Já pensou se você vai se preocupar em cuidar do silêncio dos colegas para ser prestativo, e, quando se dá conta, é o único que ainda está falando? Cadê a sua prestatividade? (essa palavra existe?). Além do mais, isso atrasa o silêncio esperado.
Nesses casos, se quiser ser realmente prestativo, apenas faça silêncio. É simples e indolor.
Ou, se quiser ajudar o professor, não saia gritando, faça alguns gestos, franza a testa, imite aquele cartaz da enfermeira que tem nos hospitais.
Mesmo porque, os professores sérios não costumam gostar de puxa-sacos.

15 de junho de 2008

Campanha

Vocês podem, a princípio, pensar que é brincadeira.
A minha mãe, até hoje, pensa que eu to delirando.
Não só ela, a maioria das pessoas não está me levando a sério.
Eu vou dizer do fundo do meu coração, mesmo você achando que eu não tenho mais o que inventar: EU QUERO UM TÊNIS QUE ACENDE!
E é por esse motivo que eu venho aqui fazer uma campanha. Será que posso batizá-la de TÊNIS QUE ACENDE ESPERANÇA?
Já procurei na Internet, perguntei pra algumas pessoas, mas, até agora, nada.
Quando eu digo que quero um tênis que acende, as pessoas dão risada e falam que não tem do meu número. Depois de alguns instantes elas olham pra mim e perguntam: “você ta falando sério?”
Sim, gente! Eu estou falando sério.
Será que na Galeria do Rock eu acho?
Eu adoro coisas que acendem.
O presente mais legal e original que ganhei foi a camiseta com letreiro que acende, tipo esse que tem em supermercado, sabe? Ganhei do Eduardo! (Beijo Eduardo e Daniel).
Tem gente que comenta dela sempre que lembra, embora existam algumas pessoas que não viram minha camiseta e que também acham que eu to mentindo. Não, ela existe, e é linda.
Mas agora a minha busca é pelo tênis que acende.
É como esses de criança mesmo, que acende na sola quando pisa, sabe?
Eu não acredito que nenhum fabricante desses tênis infantis tenha pensado em pessoas como eu. Não tem do meu número!
Minha mãe sugeriu que eu comprasse pisca-pisca natalino e amarrasse em volta do tênis, mas, se fizesse isso, ou eu não poderia andar pra não arrancar o plug da tomada, ou eu teria que adaptar para usar bateria. Mas acho que perderia todo o glamour.
Então, o que me resta a fazer é continuar as minhas buscas até que eu, ou alguém o encontre.
Mas se você souber de algum lugar que venda um tamanho 37, pode me avisar que eu vou lá comprar.
Me ligue, me mande um e-mail, um SMS, um recado no orkut, invada uma entrevista que eu vou em busca do meu tesouro perdido.
E desde já agradeço, pois mesmo que você não esteja procurando, quando vir um vai se lembrar de mim.

9 de junho de 2008

Peraê, pô!

Há duas palavras que servem para “apressar” as coisas: urgência e emergência.
Realmente tem coisas que tem que ser resolvidas aquela hora, assim como tem perguntas que não podem ser deixadas para depois.
Até aí, ta tudo bem. Parece ser simples.
Só parece.
Tem gente que tem uma dificuldade imensa de diferenciar uma situação que precisamos mesmo pedir o auxilio de uma pessoa naquele momento, de uma outra situação que poderíamos muito bem esperar a pessoa desocupar.
Pra você entender, suponhamos a situação: você está numa reunião de trabalho e, por esse motivo, deixou teu celular no silencioso. No fim da reunião, você vai conferir se alguém te procurou e vê 36 chamadas perdidas da tua filha. Na hora retorna as ligações, afinal, 36 chamadas, deve ter acontecido alguma coisa realmente urgente.
- Filha, tudo bem? Vi algumas ligações perdidas suas, eu estava em reunião. Aconteceu alguma coisa?
- Oi pai! Aconteceu sim. Eu estava no shopping e passei em frente aquela loja de sapatos masculinos e tinha, finalmente, aquele modelo que você queria, por isso liguei pra te avisar.
Agora, se você está pensando: “ah, isso é só uma situação hipotética, quem faria isso?”, lembre-se: não duvide da capacidade das pessoas de chegarem à total falta de noção.
Vai aí uma situação real: no meu emprego anterior, eu atendia as ligações. Quando eu precisava me ausentar, alguém atendia o telefone no meu lugar. Numa situação dessas, quando precisei ir ao toilette, o telefone tocou e era pra mim. Pois a menina não foi até o toilette me chamar dizendo que eu tinha uma ligação? Só porque o cara falou que era urgente. Claro, eu com certeza ia parar no meio o que eu estava fazendo, sair colocando a roupa, sem lavar as mãos e literalmente correndo em passos curtinhos porque é muito difícil correr com as calças pelos joelhos. Aí, depois de atender a ligação, eu voltaria ao banheiro, continuaria de onde parei, lavaria as mãos e depois voltaria ao trabalho.
O pior é que no fim das contas não era nada, o rapaz queria o telefone de uma loja de peças.
E quando você está à espera de uma pessoa, e liga pra ela pra saber onde ela está. Ela diz que está saindo de casa e que não demoraria. Passados alguns minutos, a pessoa não chega e você liga denovo. A pessoa diz que tem um pouco de trânsito na rua e que ainda demoraria por volta de uns 30 minutos. Passados 30 minutos, a pessoa não está na sua casa, e você liga mais uma vez. Agora, me responda: o que vai adiantar? Ah, já sei! Essas ligações têm o poder de abrir o caminho da pessoa que está vindo, ou, em casos extremos, fazer surgir um helicóptero-guincho para pegar a pessoa onde ela estiver e fazer com que ela chegue na sua casa em questão de segundos.
É pura tecnologia, gente!
Por isso, vamos aplicar métodos preventivos evitando esse tipo de atitude (digo vamos porque eu acredito muito na frase: “cospe pra cima que cai na testa”).
Preventivo porque pode ser que você venha a fazer isso com uma pessoa bastante delicada e bem humorada, assim como eu quando acabo de acordar (vide gorila defendendo a liderança do bando) e correr o sério risco de ouvir aquilo que a gente poderia ter dormido sem.
Vai que você não gosta, daí já viu, né?

4 de junho de 2008

Ai, que ódio!

Eu prefiro não comentar as coisas que eu não gosto ou que me irritam.
Isso porque sempre vai ter alguém que vai fazer só pra me ver brava.
Mas o que eu vou falar agora tem sido muito constante e eu espero, mesmo sabendo que os engraçadinhos existem, que um dia, por meio da leitura desse texto, isso acabe de vez.
Pessoalmente, essas coisas me irritam muito mais, mas no messenger isso ocorre com mais freqüência.
Você está no messenger e entra aquele amigo que vocês não têm muito assunto, vocês não têm muita intimidade, mas toda vez ele vem falar com você começa da mesma forma: “E aí, como foi seu fim de semana?”, ou então: “E aí, como estão as baladas?”, ou a pior de todas: “E as novidades?”
É tipo quando você encontra o síndico no elevador e pra ser simpático diz: “está calor, não está?”.
Ou então quando você visita aquela irmã da sua avó que não vê faz tempo e ela pergunta: “E os namorados?”. Isso mesmo, sempre no plural.
Se fosse uma vez ou outra, ou se eu soubesse que no meu fim de semana tivesse acontecido algo do interesse da pessoa, eu até responderia: “ah, então, eu fui lá mesmo e deu tudo certo e blá blá blá wiskas sachê”
Mas não é só uma pessoa e também não acontece uma vez só. São várias pessoas que fazem isso cada vez que vem puxar assunto.
Então eu já desvio: “Foi ótimo, e o seu?
E como se não bastasse, as mesmas pessoas que começam o assunto assim fazem outra coisa que me irrita muuuuito, o famoso “hhuuummm”
Ele tem suas variações, dentre elas o uuummmm, o hhhmmm, mmmm, ou simplesmente hum.
E eu tenho um óóódio dele!
Pessoalmente então, dá vontade de levantar, cuspir na cara da pessoa e ir embora.
Nesse caso, ele vem acompanhado das sobrancelhas levantadas e um suave sorrisinho.
E é sempre assim:
- E aí como foi seu fim de semana?
- Foi ótimo, e o seu?
- Também. Você já foi àquele parque aquático?
- Não, ainda não.
- Hum...
As únicas variáveis são as linhas 4 e 5.
Sei lá, tenho a impressão que a minha resposta não é nada além de um simples montinho de palavras, não sei. É estranho.
Peço desculpas aos que se ofenderam com isso, mas, gente, não é nada pessoal, ta?
Como já disse, muita gente o faz e isso está tomando proporções cada vez maiores, deve ser porque, com o tempo, a gente adiciona mais conhecidos no messenger, conversa com mais pessoas novas... dã.
Agora atenção: depois desse aviso, não quero gente reclamando que eu deixei falando sozinho, muito menos que fui chata, ok?
Ai, desabafei.

1 de junho de 2008

Be surdo

Quem já ouviu algum tipo de absurdo levanta a mão.
Agora podem abaixar. Obrigada!
O pior não é ouvir essas loucuras, é não saber se responde, se fica quieto, se dá risada, se manda ler 1984...
Eu já ouvi algumas e vou contar pra vocês:
Há um tempinho atrás, eu estava aqui na frente de casa com duas amigas e uma que não víamos há um tempo chegou e começamos a conversar. E sempre tem aquilo de desenterrar o passado e blá blá blá.
Vocês podem não acreditar, mas duas delas estavam tirando sarro de mim dizendo coisas do tipo: “Ah não, o cara vem conversar assunto difícil comigo, eu não gosto não, prefiro esses burrinhos mesmo, só a Nathalia que gosta desses nerds”
Para tudo! Elas gostam de meninos que não tem assunto interessante e eu que sou zoada? Eu hein!
Agora pra contar o outro, vou explicar como funcionam as coisas aqui em casa: minha vó dorme lá pras 22:00 e ela tem o sono super leve. Nós temos uma cadelinha, a Meg e qualquer barulho ela late. Toca o interfone ela late, toca algum celular ela late...
Agora o absurdo, ou melhor, os absurdos: se alguém vem me chamar depois das 22:00 e toca o interfone, meu irmão briga COMIGO, porque a Meg late e acorda minha vó. Ele diz assim: “Diz pros seus amigos não tocarem o interfone essa hora, pede pra eles ligarem, sei lá”.
Doido, não? Mas ainda não acabou. Dia desses, cheguei do trabalho e deixei minhas coisas sobre a minha cama e fui pra sala assistir à televisão.
Peguei no sono porque vocês sabem que a televisão tem sonífero, né?
Só senti uma mão no meu ombro, acordei e a Meg estava latindo. Quando consegui ficar consciente, vi meu irmão com meu celular na mão brigando comigo: “Vê se da próxima vez você deixa teu celular no vibratório”
Inclusive comprei o Sonic 2000 e escutei a agulha cair do outro lado da sala.
Atenção para esse absurdo. Ele só não foi mais absurdo porque quem falou foi uma criança.
A meninha estava conversando com seu irmão e sua mãe:
- Mãe, o homem pode fazer chover?
- Não.
- Não mãe?
- Não.
- Só Deus pode fazer chover, né, mãe?
- É.
Aí o irmãozinho dela entrou na conversa:
- E os índios? Eles fazem a dança da chuva e começa a chover.
- Quem?
- Os índios.
- Ai, claro que não! Índio não existe.
Bom, melhor ouvir isso do que be surdo.
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Pra quem não conhece:
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