31 de janeiro de 2009

ôôôôô....

Já aconteceu de você levantar pra buscar alguma coisa, chegar a entrar em outro cômodo e de repente: "Ué? O que eu vim fazer aqui mesmo?"
Ou então começar a procurar alguma coisa e: "O que é mesmo que eu to procurando?"
AAAAHHHH vai dizer que eu sou a única louca???
Eu sei que não, viu? Melhor nem comentar.
Uma vez eu tava com tanto sono, eu tinha dormido pouco, tava meio passada e precisei ir a um bazar comprar um laço (é, um laço de presente). Saimos eu e minha mãe e no meio do caminho: "Mãe, onde eu to indo mesmo? Ah, lembrei..."
Não sei o que acontece com o cérebro nesse momento, mas acho que a falta de concentração faz com que não gravemos direito a informação e, por isso, a esquecemos no momento seguinte.
Deve ser por isso que precisamos dormir o suficiente, comer adequadamente, essas coisas saudáveis, mas que de alguma forma é engraçado, isso é.
Me lembro de um dia chegar na farmácia que tem na rua do meu trabalho e pedir ao farmacêutico: “oi, eu quero um.... éééé..... hhhmmmm” e fiquei assim olhando séria pra baixo uns 15 segundos.
Não lembrava por nada o nome do remédio. Até procurei a receita na minha bolsa, ou a embalagem antiga. E olha que eu já estava tomando aquele remédio há um tempinho e olhava pro nome dele três vezes por dia.
O farmacêutico falou: “vai tentando lembrar o nome aí que eu vou atender o outro rapaz”. Ele atendeu o outro rapaz, voltou e eu não conseguia lembrar o nome do remédio por nada. Então pedi: “Ô Jairo, me deixa entrar aí atrás pra eu ler o nome dos remédios?”.
Entrei, achei e comprei.
Nesse dia estava comigo um rapaz do trabalho e fomos rindo durante todo o caminho de volta.
Outro dia engraçado foi quando eu e umas amigas fomos a um bar que tocava música ao vivo. Sentamos bem de frente pros músicos e, como o bar era pequeno, toda música que pedíamos, eles tocavam. Até que minha amiga falou: “Toca Marisa Monte, aquelaaaa.....” e ficou olhando pro nada com a boca aberta tentando lembrar o nome da música. Tivemos que pedir outra.
Mas a mais sem noção que eu já presenciei, na verdade fui protagonista, e que me fez dar risada sozinha (novidade) no banheiro do trabalho, foi uma com a minha pasta de dente.
Eu comprei uma pasta de dente pra deixar na nécessaire que fica no meu trabalho, só que a minha antiga ainda não tinha acabado, então estava usando a antiga até acabar. Dia desses escovei os dentes depois do almoço e voltei ao trabalho. Antes de ir embora, levei a nécessaire ao toillete, mas a pasta antiga não estava lá. Achei que tivesse deixado cair e fiquei procurando no chão. Abri denovo, sacudi as coisas, tirei a pasta nova, procurei algum descosturado pra ver se a pasta antiga tinha se perdido lá, mas estava tudo normal. Fechei.
Pensei: “ah, deixa pra lá, vou escovar com a pasta nova mesmo”.
Quando fui abrir a nécessaire denovo, cadê a pasta nova? Pensei: “Ai, caramba! Sumiu a outra agora. AAAHHH deve ter alguma passagem secreta, não é possível. A bolsinha deve estar furada.”
Quando fui colocar a mão pra verificar possíveis furos, vi que eu ainda estava segurando a pasta, eu não tinha guardado denovo.
Imagina a minha cara de “ahã ahã ahã”. Comecei a rir, né?
Vou fazer o que?
Mas ainda não achei a minha pasta antiga...

20 de janeiro de 2009

Acho que já ouvi isso

Aproveitando a vinda dos Backstreet Boys ao Brasil e, se tudo der certo, eu vou ao show (uuhhhuuu!!! Deboraaaaa!), vim falar sobre algumas letras e aspectos em comum que observei nesse meu gosto musical adolescente que vive até hoje.
Eu não vou negar não. Eu adoro boys band, música pop tipo High School Musical, A-Teens, Hanson, e não tenho vergonha de assumir.
Essa moda começou com o grupo The Temptations (os caras são bons), aqueles que cantam My Girl, a música tema do filme Meu primeiro amor. Juntaram uns garotos de boa aparência, que cantavam bonitinho e faziam algumas coreografias e pronto! E isso foi evoluindo até chegar no que conhecemos hoje.
Só que uma coisa eu tenho que admitir e, embora cegos, os fans hão de concordar comigo, é que as letras das boys band falam sempre a mesma coisa. Ta certo que é do estilo musical, assim como o rap brasileiro fala da realidade nas periferias, o funk carioca é cheio dos duplos sentidos ou vai direto ao ponto sem vergonha e assim vai.
Mas eles usam as mesmas frases!
Fala se não é verdade que a graaande maioria diz algo como: “você foi embora e eu me arrependo pelo que fiz e quero você de volta”? E quando mais otimistas dizem: “estarei presente sempre que precisar porque eu te amo”.
A frase “I’ll be there ” ou “I’ll be there for you” só nos meus CDs posso encontrar de baciada. Tem uma música com esse nome “I’ll be there for you” dos Backstreet Boys.
“Ill never break your heart” e afins (I’ll never leave you, I’ll always be with you) também são muuuito presentes nessas letras.
“Wherever you go, whatever you do” ou trocando you por I. Essa é muito clássica em letras pop. Uma música do N’Sync começa bem assim. Faixa 7 do primeiro CD, “Crazy for you” é o nome.
Falando em crazy, o grupo N’Sync parece que adora essa palavra: “I drive myself crazy”, “You drive me crazy”, “Crazy for you”, pode pesquisar.
Fora que em várias músicas as boys band pedem uma “chance” (ou a segunda), como em: “I’ll never brake your heart”, “Darlin”, “Crawling back to you”, “Back to your Heart” essas dos Backstreet Boys, “My love”, “When you’re looking like that”, “No no” do Westlife, “Back Here” do BBMak, “I want you back”, “It makes me ill”, “Girlfriend” do N’Sync, fora as outras que eu não listei e acho que nem precisa.
Uma que eu acho muito fofa, mas eu diria que é um jeito bonito (e até cômico) de avisar a garota que o cara é um pé rapado antes que ela se iluda é “All I have to give” dos Backstreet Boys. Nessa música, o cara fala pra menina que ele não tem um carro legal como o namorado dela, mas por ela, ele andaria mil quilômetros, não dá presentes bons, mas questiona se os presentes que ela ganha são de coração, diz que quando ela precisa de atenção, o namorado só tem tempo pros amigos. E ainda faz intriga soltando um: “Eu não sei, mas se você fosse minha namorada, eu faria de tudo para não nos separarmos”
Olha ele se fazendo de morto pra atacar o coveiroooo!
E a gente ainda achava isso lindo.
Ai se a verdade fosse essa...
Vejam The Temptatios:
video

19 de janeiro de 2009

Complemento

Para vocês entenderem o que eu quis dizer no texto de baixo:
- Credo! Esse menino parece um O.V.N.I.!
- Mas ele nem voa!
- Hããã???

15 de janeiro de 2009

Pensei que fosse

Vocês já pararam pra pensar que tem gente que fala coisas por hábito, mas que na realidade nunca prestou muita atenção ao que dizia?
Eu fiquei pensando nisso depois que eu escutei uma moça na rua falando assim: “ele é um filha da p*%a!"
Não, ele não é um filha da p*%a! Eu nem sei de quem ela estava com raiva, mas sei que ele não é isso.
E desde quando você diz: “essa é minha filho, o nome dela é Camponesa Serrana”?
Se você nasce homem, você é filho! (Tchanããã!)
Portanto, o cara que a moça esta elogiando é um filhO da p*%a!
Simples, né?
É hábito, falamos sem perceber.
Assim como não sabemos o significado de algumas palavras que alguma vez já dissemos ou cantamos.
Bom exemplo é o Hino Nacional.
Já vi muita gente dizer "Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!", mas pergunta se todas sabem o que significa próspero. A gente diz por hábito. Tem frase mais clássica que essa?
Uma vez, eu disse a um amigo: “seu estipêndio é pequeno”. Claro que ele não gostou, afinal nem todo mundo conhece essa palavra.
Ele disse: “eu não sei do que você ta falando, mas seja lá o que for, não é nada pequeno”.
Eu li num livro e fui procurar o que significava.
Segundo meu companheiro Aurélio, estipêndio é: “salário, soldada, paga”.
Depois que eu expliquei o que era, acho que ele pensará melhor antes de dizer que estipêndio dele é grande, essas coisas não se sai espalhando, né?
Ou então quando você diz uma palavra achando que está dizendo uma coisa, mas na verdade ta falando asneira. Assim como um amigo me contou, um colega dele havia feito uma trilha para um lugar com árvores, paisagens naturais etc. O tal colega contou: “o ar de lá era tão rarefeito, deu pra respirar muito bem, não tem essa poluição”.
Rarefeito é ralo, menos espesso, menos denso e ele quis dizer que o ar era bom. Ele imaginou o raro e surgiu um rarefeito. Raro porque hoje em dia é difícil encontrar um ar que não seja poluído.
É que tem gente que quer falar bonito e acaba confundindo as palavras.
Aliás, voltando aos palavrões, é engraçado dizer que essas palavras são feias, sujas, impróprias só porque elas sugerem os órgãos sexuais ou o que sai deles e o sexo em si, como o p*ta ou f*da, por exemplo. Que uma pessoa que diz palavrão é vulgar. Curioso, muito curioso.
Bom, é isso, falamos coisas por hábito, sem perceber, mas se prestarmos mais atenção, veremos que muitas dessas coisas perderam o sentido no meio do caminho, assim como ditados que dizemos sem ter a certeza do que querem nos ensinar.
O coitado do cara, além de ter a mãe ofendida ainda teve o sexo trocado.
Isso é o que eu chamo de ofensa dupla!