23 de novembro de 2008

Cala a boca!

Acho tão ridículo quando alguém diz que frio é psicológico.
Tem sempre um bestão que fala: “não vou levar blusa, frio é psicológico”.
Essas pessoas dizem que é só não lembrar que está frio que o frio passa.
Ah, sim, se frio é psicológico, eu posso dizer que o calor eu posso não sentir também?
Então se eu começar a suar e ficar vermelha, é só eu achar que to na Antártida e o calor passa.
Olha que legal!
Seria bom, que aí em dias de muito calor, a gente não ia sentir necessidade de tomar mais de um banho, economizando água.
Acontece muito comigo de, no mesmo ambiente, uma pessoa sentir calor e eu sentir frio. Eu sinto muito frio.
Posso dizer que meu psicológico está desregulado enquanto que o das outras pessoas está certo?
Sentir frio não tem nada a ver com psicológico destreinado ou coisa parecida. Frio é uma sensação. O máximo que pode acontecer, é o seu corpo ir se habituando a temperatura, mas isso não tem nada de psicológico.
Quando o frio é muito grande e você está desprotegido, pode lhe causar hipotermia e isso é grave, podendo causar a morte.
Já tentaram me mostrar como funciona esse negócio de “frio psicológico”. Não tentei que tudo desse errado, pelo contrário, eu estava até disposta a conseguir controlar o que eu sentia, afinal seria bastante útil e até econômico, mas meu frio não passou, e olha que devia estar uns 20°C mais ou menos, não é tão frio.
Só me senti melhor quando coloquei blusa.
E nem sei se posso dizer que foi falta de treino porque tantas vezes já senti frio e estava sem alguma blusa por perto. Tentar fingir que estava verão não deu muito certo.
Por isso que eu discordo. Eu não penso que frio é psicológico.
Se você que pensa tiver bons argumentos, me apresente, porque até agora nenhum deles foi suficiente para que eu concordasse com você.

19 de novembro de 2008

Não?

Por que será que tem piadas que são engraçadas pra uns e sem graça pra outros?
Quem é que não tem um tio que conta a piada e ri sozinho?
Ou então o chefe. Quem tem chefe mais velho, se já não ouviu, vai ouvir uma piadinha baseada em frases feitas e que você vai ter que rir, tenha certeza disso.
Bom, eu não sofro tanto com isso, já que não é tão difícil me ver dando risada.
Mas sabe o que é mais chato? É quando alguém faz assim: você ta conversando com a pessoa, ela fala alguma coisa que deveria ser engraçada, segura seu braço meio que parecendo que ela vai cair de tanto rir, daí ela olha pra você bem de perto, vermelho de tanto dar risada e fala: “Hein? Não é?” e ri mais um monte e ainda repete a piada com o complemento: “essa foi boa”.
Tem gente que não curte piada de “pontinhos”, tem gente que se acaba de rir quando descobre o que é um pontinho azul na grama.
Eu acho graça naqueles humores simples, tipo Bob Esponja, Chaves, Pantera Cor-de-Rosa, Pica-Pau. Tem gente que acha ridículo, mas eu ainda acho que é falta de sensibilidade da parte deles. A graça é ser “sem graça”.
Já ri pra caramba de uma cena de uma série que passou na Globo, Os Aspones, onde um rapaz do escritório tinha neve artificial no cabelo e ninguém tinha coragem de avisa-lo. Cada vez que aparecia o cara com aquela espuma no cabelo eu dava risada.
Nada a ver, né?
Já fui trabalhar rindo uma vez porque o gatinho que aparece de vez em quando aqui no prédio veio na minha direção querendo carinho quando eu abri a porta do hall, e a porta, que é de ferro, bateu no meu pé e fez barulho, daí ele saiu correndo com medo. Pior que quando eu fui contar não teve o mesmo efeito...
Já me acabei de rir lendo algum e-mail e quando ia repassar, aparecia alguém pra dizer que não tinha graça.
Eu dizia que eles não tinham entendido. Isso pode acontecer. Tem gente que não consegue pensar na dubiedade de certas frases, daí eles não entendem e ainda ficam achando que eu que sou boba.
Tem um amigo meu que 90% dos e-mails que eu mando pra ele, ou vem com a resposta “não entendi”, ou com “não vi graça”. Geralmente ele é o único.
Mas os e-mails que ele me manda, eu não vejo graça nenhuma, só em alguns poucos, bem poucos.
Engraçado isso, né?
Não?
Ah...

A propósito: um pontinho azul na grama é uma formiga de calça jeans.


Ah, olha aqui o video da neve no cabelo:



video

14 de novembro de 2008

Sei de nada

Vou comentar sobre uma coisa que, se não todo mundo, a grande maioria já sentiu.
Sabe quando uma pessoa que está perto de você faz alguma coisa que te envergonha mesmo não falando de você ou com você?
É a famosa vergonha alheia.
É aquilo que eu digo: o que é normal pra mim, pode ser a coisa mais de outro planeta pra você, por isso, você vai sentir essa vergonha quando uma pessoa fizer ou disser algo que você, em bom estado mental, jamais faria ou diria. Deu pra entender?
Se você nunca diria pra uma pessoa que você não conhece que o nariz dela é torto sem que ela pergunte, se vir uma pessoa fazendo isso, vai sentir uma grande vergonha pela pessoa.
Pro sem noção que perguntou é normal, por isso ele não passa vergonha.
Se bem que podem existir casos onde a pessoa passa vergonha e você passa junto, tamanha é a besteira.
Já passei por algumas situações de vergonha alheia. Vou contar:
Uma foi quando fui com algumas amigas ao Mc’Donalds e tinha uma moça que estava conosco, mas que eu a tinha conhecido naquele dia.
Antes de pedir, a moça perguntou se estavam fritando batatas, a moça do balcão respondeu que sim e ficou por isso mesmo.
Quando o pedido dela ficou pronto, ela mordeu uma batata e falou:
“Eu não quero essa batata! Pode trocar! Eu perguntei se estavam fritando justamente porque eu queria as que estavam quentes! Eu não pedi essas frias e muchas!”. E ficou resmungando.
Detalhe: ela pediu batata grande.
As meninas olharam umas para as outras, como quem diz: “eu não a conheço” e fomos pra mesa.
Depois que trocaram a batata dela e todo mundo já tinha terminado de comer, quando ela foi jogar os restos no lixo, a batata dela estava pela metade.
Não me contive, olhei pra minha amiga e falei: “Você é engraçada, Thais. Por que que faz um escândalo pelas batatas frescas, pede uma grande e não come tudo? Você é bem engraçada mesmo...”. Calma, a moça estava longe.
Pô, era só falar: “Você pode trocar as batatas pelas que estão quentes, por favor?”
Tudo bem, tem gente que gosta de fazer uma ceninha porque sabe que funciona.
Mas uma que foi o cúmulo da cara de pau, foi um dia que eu estava indo trabalhar e tinha uma senhora subindo a rua também. Uma moça que estava dentro de um carro, conversava com uma senhora no portão, e era visível que ela já estava de saída. Pois a senhora que estava subindo a rua não bateu no vidro dela e perguntou: “mocinha, você vai pro centro?”. A moça, acho que não viu, ou fez que não, não respondeu e ela perguntou pra senhora do portão: “Ela ta indo pro centro?”
Eu pensei que elas se conheciam, mas não. A outra senhora era cara de pau mesmo. A mocinha não estava indo pro centro e não deu carona pra senhora.
Eu fiquei com vergonha, mas nesses casos, não há muito a fazer.
Tem muitas outras coisas que já me aconteceram e acho que com vocês também.
Mas enquanto houver gente cara de pau e sem noção, haverá vergonha alheia.

7 de novembro de 2008

Relapsa

Gente,
Estive relaxada por um tempo, eu sei.
Fiquei uns 10 dias sem computador e nisso já fazia uns dias que eu não postava, trabalhei alguns dias até mais tarde e nisso meu blog querido ficou aí no frio, coitado.
Mas eu criei vergonha na cara, voltei e já postei um texto, esse que ta aí embaixo.
Peço desculpas e espero que vocês entendam (denovo)
Beijos
Nathalia

Para com isso!

Desde criança, eu aprendi que algumas coisas são consideradas falta de educação.
Então, se a gente fazia ou falava alguma coisa que a nossa mãe julgava feio, anti-ético, ou que fosse envergonhá-la, ela nos explicava que aquele tipo de coisa não podia ser dita ou feita.
No começo a criança não entende muito bem o que pode e o que não pode dizer ou fazer. Uma hora a gente tem que ser sincero sobre as coisas que fizemos na escola, mas não devemos ser muito sinceros quando não ficamos felizes por termos ganhado meias no aniversário.
Uma coisa, que muita gente se desculpa antes de perguntar, ou imediatamente depois, é a idade de uma mulher.
Eu, sinceramente, não vejo mal nenhum em fazer essa pergunta, mas existe todo um conceito negativo sobre querer saber essa informação, portanto, eu prefiro não perguntar diretamente a pessoa, a não ser que eu tenha uma certa liberdade para isso.
Acho que, na verdade, as mulheres se incomodam porque alguém inventou que isso é falta de educação. Talvez se alguém tivesse dito que é elegante perguntar a idade, elas adorariam responder a essa pergunta. “Os homens cavalheiros são os que abrem a porta do carro, puxam a cadeira do restaurante para que a dama se sente e perguntam a idade antes de iniciar uma conversa”
Se bem que eu acho que não muda nada saber a idade de uma pessoa. Depois que você fica sabendo a idade de alguém, fica fazendo comparações e reparando em detalhes como a roupa que a pessoa usa, as rugas que ela tem no rosto, a idade dos filhos, a idade do marido/esposa e tudo isso só serve para ter o que falar da vida alheia.
Mas não é esse o foco do meu texto, então, voltando: outra coisa que eu sempre ouvi dizer que é falta de educação e já até me chamaram atenção porque eu fiz é barulho com o canudo quando o suco está no fim.
Eu nem ligo, acho tão normal.
E outra, pode até ser deselegante, mas se eu estou usando canudo é porque o ambiente que eu estou não pede nenhuma formalidade como talher disso, talher daquilo, taça de vinho branco, taça de champanhe...
Eu não vejo problema nenhum nisso. Se o barulho te incomoda é outra coisa, me avisa que eu paro, agora se a pessoa me pedir para parar porque ela ta passando vergonha, eu vou perguntar onde que está a falta de educação e quem falou isso pra ela.
Sabe uma coisa que eu acho deselegantérrima (nossa, que de perua)? Cuspir no chão, principalmente se esse ato for precedido de um barulho.
Bom, eu acho! Com certeza tem gente que não pensa como eu e são essas mesmas pessoas que cospem no chão.
Credo!