12 de agosto de 2008

Histórias de Ônibus Parte VII

História pra contar
Em algumas de nossas viagens de ônibus, coisas diferentes podem acontecer.
Já ouvi gente dizer que presenciou brigas de porrada dentro de ônibus, gente que ofereceu lugar pra alguma mulher sentar e ouviu um mal educado: “eu não sou velha!”, ou um estúpido: “eu não estou grávida!”.
Ônibus que quebra, gente que cai quando o motorista frea, muitas vezes no colo de outras pessoas, essas coisas.
Se você anda de ônibus, um dia verá alguma coisa do tipo, isso se não for o protagonista. Algumas que na hora dão muita raiva, mas depois a gente dá risada.
Meu irmão já me contou que, quando o motorista freou, uma senhora caiu. Quando ela levantou, olhou muito brava pra ele e brigou porque ele não a segurou. Na hora ele deve ter ficado sem entender nada.
Tem uma história que me fez chegar de bom humor no trabalho, mesmo atrasada com tudo o que aconteceu.
Esse foi um dia que eu não consegui sentar, o que significa que o ônibus enche mais rápido porque demorou um pouco pra passar.
Em uma das paradas, já com o ônibus lotado, ainda tinha gente querendo entrar e o motorista parando, ou seja, demorava pra sempre nos pontos.
As pessoas que estavam entrando queriam que as pessoas de dentro se apertassem ainda mais, até que ouvi:
- Gente, dá só mais um passinho aí, vamos colaborar.
- Só se eu subir na sua cabeça
- Ah é, então sobe. Sobe que eu quero ver.
Aí começou aquele falatório e eu pensando: “Essas pessoas com certeza faltaram na aula de física. Não sabem que dois corpos não ocupam o mesmo espaço...”
Eu não entendo esse desespero, essa linha de ônibus passa numa média de 3 em 3 minutos de manhã, só as que se atrasam um pouco é que enchem desse jeito.
Mais pra frente, escuto um senhor reclamando de alguma coisa com o motorista, mas não consegui identificar o motivo. Foi quando escutei:
- Se o senhor fizer isso, eu vou aí te dar um soco.
Aí foi aquele falatório denovo.
Pensei: “Com emoção ou sem emoção?”
Fui o resto do caminho rindo e tentando disfarçar a risada.
Cada vez que lembrava, ria.
Teve outra que nem foi tão engraçada porque na hora deu raiva, mas já cheguei em casa contando e rindo de mim mesma.
Eu estava na rodoviária esperando meu ônibus. Lá passam os ônibus comuns, esses municipais também. Estava sentada e quando meu ônibus finalmente chegou, eu fui pro fim da fila. A fila começou a andar e eu fui indo junto, né? A fila ainda estava andando, quando o motorista fechou a porta e foi embora. Mas fui só eu que fiquei pra trás, aquelas pessoas da fila não iam pegar o mesmo ônibus que eu. Fiquei sem reação. Eu não ia gritar, afinal eu pego ônibus ali todo dia, ia ser maior vergonha.
Fiquei com raiva daquelas ridículas que, em vez de sair da fila e ficar um pouco pro lado como sempre acontece, elas foram andando em direção a porta sendo que não iam tomar aquele ônibus.
Nem sentei de volta de vergonha.
Pelomenos aprendi que, quando o ônibus chega, tenho que ir com fé.
Não sou eu quem as atropela, são elas que estão no meu caminho.
Né não?

3 comentários:

escrever por escrever disse...

Nossa, sério que acontece tudo isso dentro de uma lotção? Preciso começar a usar esse meio de transporte!

E como assim "eu não velha" ou "eu não estou grávida"??? Quer dizer então que a gente tenta ser gentil e as pessoas se ofendem?!

Rodrigo disse...

Hehe, muito boas suas histórias de ônibus! Também preciso começar a andar de coletivo para ver se consigo inspiração para meus contos.

Luiza disse...

Eu ja cai quando o motorista freia quase no colo de uma velhinha