20 de maio de 2008

Abóbora

As pessoas têm uma mania meio estranha de generalizar certas coisas.
Isso é bastante comum, eu mesma já disse: “ai, esses meninos são todos iguais!”. O problema é que tem gente que põe isso como barreira para formar opiniões na hora de escolher as pessoas de seu convívio.
Cada indivíduo é único. Todo mundo sabe disso (sabe, né, gente?).
Então, por que tem gente que acha, por exemplo, que todas as misses são pessoas desprovidas de inteligência? Ou então que todo japonês é inteligente?
Isso nem sempre condiz com a verdade dos fatos. É divertido para fazer piadas, mas só.
Geralmente, essas coisas acontecem porque alguém, ou uma maioria de uma certa categoria ficou conhecida por alguma característica, seja ela física ou psicológica, por sua naturalidade, profissão, etc .
E agora todo mundo acha que todo homossexual já nasceu sabendo cortar cabelo.
Isso porque os cabeleireiros mais consagrados e reconhecidos são gays. Mas já conheci gays cabeleireiros que não eram tudo isso, não. Vi mulheres em começo de carreira dando um banho em bichas experientes na área.
Acontece.
Ah, e ainda no mundo arco-íris, há quem diga que os gays são pessoas que podemos confiar.
Aí, alguém que acredita nessa generalização incoerente, vai a um salão de cabeleireiros que nunca havia ido anteriormente, escolhe o bichinha porque gay corta cabelo bem, começa a conversar com ele e em questão de 5 minutos, o cabeleireiro já sabe de toda a vida da pessoa. “Ah, eles são pessoas confiáveis”
Não digo que será sempre assim, mas essa pessoa está correndo um sério risco de chegar em casa com um corte tipo o do Eduard Mãos de Tesoura quando pediu pra cortar só as pontinhas, e ainda por cima, se cruzar com alguém pra quem o cabeleireiro contou sua vida, a pessoa olhará pra ela e pensará: “lá vai a amante do açougueiro vesgo que mora no quinto andar. E ainda diz que é professora de espanhol do cara. Nunca vi uma aula de língua tão intensa como essa”.
É gente. Mas não é porque eu escrevi isso que você não vai nem falar “boa tarde” pro cabeleireiro, além de pedir referências e demonstrações em fotos de trabalhos anteriores.
Não é bem por aí.
Só estou dizendo que, podemos sim, levar em consideração certas lendas e boatos, pois pode ser que sejam mesmo verdades, mas não podemos achar que todas as pessoas são iguais, que todo turco é pão-duro e não ser amigo de um deles, que todo advogado vai te enrolar e perder uma oportunidade de trabalho.
Naaadaaa aaa veeerrrrr!
Outra coisa: nem todo mundo que tem blog é emo, viu gente?

Um comentário:

Anônimo disse...

Olá Naty! Não sei por que, mas me identifiquei com o que você escreveu...entre no meu blog
http://lonlyboyweb.blogspot.com/

você descobrirá na hora quem é!
Aliás, de agora em diante colocarei meus sentimentos pra fora dessa maneira! Talvez aprenda a me socializar mais!

XO XO LonLyBoy.Com

Ps: Adorei o pensamento!