18 de fevereiro de 2009

Não olhe pra trás

Hoje durante uma viagem de metrô, fiquei pensando: como para muitas pessoas as placas são apenas “enfeites”, né?
A começar pela escada rolante que logo no início dela tem uma plaquinha que diz algo como: “Mantenha-se a direta. Deixe a esquerda livre para passagem. Utilize o corrimão”
Daí você olha pra escada e vê o que? Gente espalhada pelos degraus, pouca gente com a mão no corrimão, as pessoas que têm mais pressa tem que pedir licença para as outras.
Tá certo que essa só vale para quando a escada não está cheia.
E ainda no próprio metrô, tem escrito no chão e passando nos monitores dentro dos vagões a seguinte frase: “antes de entrar, deixa as pessoas saírem” não necessariamente nessa mesma ordem. Mas quem é que deixa? Eu sei que tem gente que enrola pra sair, mas, mais uma vez, rola uma falta de leitura. Na parte superior da porta do lado direito dentro do vagão tem uma palavra: “SAIDA”. Do lado de fora, também do lado direito superior tem a palavra “ENTRADA”. Eu entendo que é pra eu entrar pelo lado direito e sair também pelo lado direito, ou seja, quando de frente, fica quem entra pra um lado e quem sai para o outro.
Se todo mundo prestasse atenção nesse detalhe, não haveria tanto empurra-empurra nos trens e metrôs.
Já vi gente jogar papel no chão ao lado de lixeiras. E uma das vezes, tinha até escrito numa banca de jornal: “mantenha a cidade limpa” e a pessoa jogar papel no chão.
Acredito que esse tipo de ação nem precise de placa, mas tudo bem.
No meu trabalho mesmo tem uma plaquinha apontando a recepção e ainda tem gente que entra e sai à procura de informações no corredor.
Também é engraçado ver gente empurrando porta quando está escrito “PUXE”.
Foi bem oportuno um comentário da minha professora na aula de inglês. Ela falou sobre uma empresa montadora de veículos que estava com um problema numa peça de ajuste do banco que, quando a pessoa ia arrumar, corria o risco de ficar sem um pedaço do dedo. Algumas pessoas entraram com ação contra essa empresa, mas a empresa ganhou alegando que o modo correto de manusear a peça estava no manual de instruções.
Também tem gente (ainda bem que são poucas) que ignoram a placa de “proibido fumar”.
Parece que nossa gente não tem o costume de respeitar, ou simplesmente, ler as placas.
Deve haver uma certa preguiça por parte das pessoas.
Quantas vezes já no fui a lugares que tinha a plaquinha ao lado das senhas dizendo, por exemplo: “consultas – senha verde, retirada de exames – senha azul” e a pessoa ter a coragem de perguntar sobre que senha ela deve pegar.
Gente, placa não é enfeite. Se ela foi colocada ali é por algum motivo. Cabe a nós nos habituarmos a ler.
Mesmo porque se eu fosse colocar um enfeite, colocaria um mais bonito.

3 comentários:

Brunoy Anastasiya Seryozhenko disse...

Interessante:

Quando eu também estava no Metrô vi estas placas; mas o problema não reside nas placas, mas sim, no baixíssimo nível cultural do brasileiro; diferentemente como ocorre na Suíça, onde as crianças são treinadas desde cedo a reconhecer e obedecer as placas, aqui no Brasil isso não ocorre, e nesta carência resta a ignorância popular para com as placas.

Nathalia Carbonieri disse...

Eu falo que esse menino é nerd...

Tadeu Carbo disse...

Eu também...E nem conheço...