28 de agosto de 2009

Evolução

Esses dias comprei uma revista que tinha um negocinho pequeno sobre Darwin. Pra quem não se lembra, Darwin criou uma teoria sobre a evolução das espécies. Esse trecho que tirei de um site explica bem: “Em suas pesquisas, ocorridas no século XIX, Darwin procurou estabelecer um estudo comparativo entre espécies aparentadas que viviam em diferentes regiões. Além disso, ele percebeu a existência de semelhanças entre os animais vivos e em extinção. A partir daí ele concluiu que as características biológicas dos seres vivos passam por um processo dinâmico onde fatores de ordem natural seriam responsáveis por modificar os organismos vivos. Ao mesmo tempo, ele levantou a ideia de que os organismos vivos estão em constante concorrência e, a partir dela, somente os seres melhores preparados às condições ambientais impostas poderiam sobreviver.”
Hoje quando ia ao trabalho, vi uma cena que me fez lembrar disso.
A cena é a seguinte: estava parado na calçada, em frente à faixa de pedestres, um cachorro. Eu fiquei prestando atenção pra ver se ele não atravessaria em hora imprópria. Ele ficou esperando chegar gente. O farol abriu para os pedestres e quando as pessoas andaram, o cachorro foi junto.
Claro que não podemos aplicar tudo dessa teoria nesse caso, mas foi a primeira coisa que me veio à mente. Os cachorros aprenderam a atravessar a rua pois sabem que se atravessarem enquanto passam os carros, eles serão atropelados.
É a lei da selva.

20 de agosto de 2009

Gente, agora não!

Se tem uma coisa que me irrita é gente que não percebe que está atrapalhando. Ou até percebe, mas que se danem os outros, o problema é deles.
Já falei em outro texto sobre as pessoas que ficam nas portas dos ônibus. Elas atrapalham demais só pra não passarem dos seus pontos.
Mas o que me fez trazer essa história à baila novamente, foi o que aconteceu na cantina da faculdade esses dias. Lá funciona assim: tem uma fila para pegar as fichas. Você paga, recebe uma ficha e pede no balcão. Só que o balcão não é muito grande. Esses dias eu estava tentando pedir uma coxinha e não conseguia, justamente porque tinha muita gente no balcão. Se ainda fosse gente que ainda não fez o pedido, tudo bem, eu espero a minha vez, afinal eles chegaram primeiro. Mas é gente que pediu, pegou o pedido e ficou lá com o umbigo no balcão comendo. Eu não conseguia nem enxergar o que tinha nas estufas e nem fazer meu pedido.
Outra coisa que também me fez querer falar disso são as pessoas que ficam paradas na porta esperando alguma coisa e nem se tocam. Ou está com algum amigo conversando e o amigo tem que seguir pro outro lado e vocês ficam parados ali atrapalhando a passagem.
E tem também, não só as que atrapalham com sua simples presença na passagem, mas aquelas que não se tocam que é a hora de fazer silêncio. Quantas vezes eu já não passei por aquela situação de estar ao telefone e mais gente na mesma sala falando alto do seu lado... Em casa acontece muito, às vezes eu estou ao telefone e passa meu irmão brincando com o cachorro e gritando.
E não é só ao telefone. Eu moro em um apartamento no térreo que as janelas dos quartos são viradas para a garagem. E quantas vezes eu já não acordei às 09:00 de um domingo com vizinhos lavando carros e escutando música. .. E se pedimos para eles esperarem mais um pouco, eles são grossos. Minha mãe já até discutiu com um dos vizinhos que achava que 10:00 da manhã de um domingo já não era mais hora de dormir. Tudo bem, não é tão cedo mesmo, mas que fosse 16:00, eles falam alto demais e escutam música no som do carro com volume alto demais que não precisa ninguém estar dormindo pra se sentir incomodado.
E aquelas pessoas que insistem em fazer um comentário quando o professor está no ápice do discurso. Como eu já tenho liberdade com o pessoal da sala, eu nem olho, só faço o sinal pra esperar. Eu não vou me prejudicar por conta da necessidade de expressão de um colega. Não vou não.
O mais curioso é como que uma pessoa não percebe que está atrapalhando, né?

19 de agosto de 2009

É isso mesmo?

É curioso como certos hábitos fazem com que não pensemos antes de fazer alguma pergunta, né?
Eu falo isso porque já escutei algumas perguntas que não precisavam ter sido feitas. As únicas utilidades delas foram fazer com que a pessoa parecesse uma besta e me darem mais um tema para escrever aqui.
Vou colocar algumas das perguntas a que me refiro:
Dia desses, estava eu indo ao trabalho, sentada na poltrona do corredor do ônibus e uma senhora sentada ao meu lado. Fomos o caminho todo sem conversar, mesmo porque eu estava lendo. Já nos últimos pontos da rota, ela puxou assunto dizendo que o ônibus estava lotado, que alguns dias ela chegou a pegar o ônibus com menos gente. Eu, pra não parecer sem educação disse que talvez fosse por causa da volta às aulas e blá blá blá. Isso me fez concluir que ela já pegou aquele ônibus algumas vezes. Aí, quando o ônibus chegou bem pertinho do ponto final, a senhora perguntou: “você vai descer?”. Respondi um simpático “vou”. Ah, gente, ninguém é obrigado a saber que o ponto final significa que o ônibus não vai mais pra lugar nenhum, né?
Outra ocorreu um dia que fui almoçar com a Elaine num restaurante a la carte. Na mesa só tinha um papel e os talheres. Quando chegou a comida, a moça colocou na mesa e ficou esperando alguma coisa. Foi quando veio a pérola: “vocês querem prato?”. Respondi educadamente mais uma vez, mas foi ela virar as costas que eu falei pra Elaine: “não, acho que hoje vou comer sem prato”. Vai ver que nos restaurantes elegantérrimos a moda agora é comer direto da panela!
Essa também foi engraçada: eu estava em outro departamento no meu trabalho pra pegar umas informações de um processo, quando escuto uma menina que tinha acabado de entrar: “nossa, ta caindo a maior chuva!”. Agora atenção para a pergunta de um outro funcionário: “lá fora?”. Essa eu não perdoei: “não, a chuva ta caindo aqui dentro! Cuidado aí com os computadores”. Ainda bem que o pessoal lá é legal e todo mundo riu.
Mas você acha que tem gente imune? Nãããooo, ninguém está imune. Outro dia eu estava no carro com meu namorado das sobrancelhas grossas, e ele falou: “Você viu aquela Harley Davidson?” e eu: “a moto?”, mas, percebendo a pergunta pleonástica, logo consertei: “não, Nathalia, não! A Harley Davidson não é uma moto!”.
Eu sei, é um fogão de seis bocas com acendimento automático.

11 de agosto de 2009

A vingança

Sabe... eu já escrevi sobre a Elaine aqui três vezes. Mas ela não é a única que dá esses foras.
Quando eu faço alguma coisa digna de contar pra todo mundo pra me zoarem, ela diz: “essas coisas você não coloca no seu blog”.
Mas, pensando bem, vou colocar. Claaaaro que as minhas mancadas não vão dar uma trilogia, mas acho que ela vai ficar feliz!
Mas não se empolguem porque não foram histórias dignas de Elaine. Vamos a primeira vingança:
Eu sempre tiro um sarro que Elaine não conhece nada que está na mídia. Muito antes de Michael Jackson pensar em ir morar com Tupak e Elvis Presley, eu tinha uma música dele no meu celular (mudééérno). Ela me disse que sabia quem era Michael Jackson, mas não conhecia nenhuma canção dele. Bom, essas coisas não me espantam mais.
Aííí, precisei fazer uma planilha no meu trabalho que não é do meu departamento, embora o modelo fosse o mesmo pra empresa inteira, e pedi um auxílio. A menina que me ajudou perguntou: “Ué? Quando você digita na planilha de cima não aparece igual na de baixo?”. Eu, me sentindo a menina que nunca viu o mar, disse timidamente: “Não, eu só copio e colo as informações”.
Mas tratei de providenciar uma planilha versátil na manhã seguinte. Enviei um e-mail pra um colega craque no Excel e ele me explicou. Por sinal, a fórmula é mais simples que um mousse de maracujá, é só colocar um sinal de igual e clicar na célula que você quer copiar e apertar enter.
Fui contar isso pra Elaine e ela não deixou barato: “Nossa, você ta ultrapassada, hein!”
Não, tudo bem...
Essa nem foi a pior. Em dia eu fiz uma compra e tinha dado R$ 28,00, só que só aceitava dinheiro na lojinha. Fui sacar o valor e precisava ser o mínimo possível pra ficar mais dinheiro na conta, sabem como é, né? Eu queria ter sacado R$ 30,00, mas só tinha notas de R$ 20,00 e de R$ 50,00 no caixa. Pensei: “Que droga, vou ter que sacar R$ 50,00!”. Saquei e paguei a compra. Quando contei pra Elaine do problema, mais uma vez não perdoou: “Por que você não sacou R$ 40,00 então?”
Lembram da minissérie Maísa? Pois é, meu mundo caiu...
Fiquei rindo sem parar.
Tá vendo? Ela está aprendendo...

22 de julho de 2009

Escuta aqui

Um amigo te convida para uma festa. Você quer ir e vai. O problema é que no caminho seu ônibus quebra, todos os passageiros descem, inclusive você. Na descida, você tropeça e cai em cima de uma senhora com uma criança no colo. Você se desculpa incansavelmente, mas a senhora começa a fazer um escândalo, dizendo que você não presta atenção no caminho, que você machucou a criança, uma pobre criança indefesa, e você tenta se explicar, ela grita mais ainda, você se irrita, grita também, afinal é inocente, e a mulher não te deixa falar, mas ela não quer nem saber, vai chamar a polícia. Vão todos pra delegacia. Só que o delegado estava atendendo outro caso e demorou uma hora pra verificar o caso de vocês. Depois de mais escândalo da senhora agora com a platéia do delegado, vocês finalmente estão liberados. Quando pega seu celular pra avisar seu amigo da demora e de que não sabe muito bem onde está e como voltar, vê que o aparelho está sem bateria e você não decorou o número dele e nem de ninguém que estaria com ele (coisas de quem liga direto da agenda do celular). Você, então, chateado com a situação, pergunta para um policial um caminho para ir para sua casa e descobre que está um pouco longe, mas vai mesmo assim, afinal está louco para dormir.
No dia seguinte, acorda com o telefone da sua casa e quando atende já vem a bronca: “Muito bonito. Fiquei te esperando um tempão porque você confirmou presença e não recebo nem um telefonema! Mas que falta de consideração”
Parece fantasioso não parece? Pois isso acontece muito. Não estou falando da cena do ônibus quebrado seguida da cena da delegacia, eu me refiro à bronca do amigo. Aconteceu algo semelhante com uma amiga minha,claro que não houve escândalo nem delegado, mas ela recebeu uma chuva de broncas sem antes as pessoas sequer perguntarem se ela estava bem, ou o que havia ocorrido para que ela não comparecesse ao compromisso. E o pior, as pessoas que deram bronca, não tinham moral nenhuma, pois o evento que ela não pôde ir era uma festa de aniversário e das pessoas que deram bronca, nenhuma delas foi à festa de aniversário da minha amiga no ano passado.
Eu já tinha achado chato o que aconteceu com a minha amiga até acontecer a mesma coisa comigo. Teve uma festa e eu ia. Recebo uma ligação perguntando por que eu não compareceria com um tom de bronca. Perguntei quem havia proferido tal calúnia, que absurdo. Fiquei meio brava porque a pessoa já chegou me dando bronca. No fim das contas foi um mal entendido, fui à festa e comi pra caramba.
Eu já aprendi a lidar com essa situação, mas a parte ruim é que não basta só eu ter tal postura para que não haja desarmonia, né?

8 de julho de 2009

Eu acho melhor...

No tão pouco tempo que nos sobra hoje, acredito que a solução para otimizá-lo seria adotar a praticidade em algumas áreas de nossas vidas.
Mas se a pessoa quiser continuar a colocar outras coisas acima da praticidade, eu também não tenho nada com isso.
Eu estou dizendo isso porque já vi gente que, em nome da vaidade, faz algumas coisas que depois eu penso: “não era mais fácil se ele tivesse feito de outro jeito”. E a pessoa tem consciência que do outro jeito seria mais fácil, só que não seria tão glamuroso.
Um bom exemplo foi um que vi um dia indo para o trabalho. O farol estava fechado quando eu vi a porta do motorista se abrindo, um rapaz saindo do carro, uma moça levantando o banco para sair também, pois estava no banco de trás, o rapaz ir embora e a moça assumir a direção.
Eu fiquei pensando: “por que já não deixou a moça dirigir?”. Três pessoas tiveram que se mobilizar, o motorista que virou transeunte, o carona, e a passageira que virou motorista.
Nesse caso, me pareceu mais uma vaidade, tem homem que tem vergonha de deixar a mulher dirigir. Claro que pode ter havido outros motivos, como a mulher ter receio de dirigir embora precise, a mulher ter pedido pra ficar no banco de trás, uma mudança repentina dos planos que obrigou o motorista que não sairia a ter que sair, entre outros.
Também já vi homem dirigir o carro da esposa e a esposa ter que explicar o caminho. Nesse caso também era mais fácil se a mulher estivesse dirigindo.
Bom, mas tem uma coisa que eu faço que vai tanto contra quanto a favor do que estou dizendo. Na empresa em que eu trabalho, temos que usar roupa social, o que pede um salto alto. A falta de praticidade está em que eu não saio de casa de salto, eu trago na bolsa ou em uma sacola se for o caso, então é um peso a mais. No entanto, como eu caminho um pouco até chegar à empresa, mais ou menos uns 15 minutos, é muito mais prático e confortável usar tênis, pois eu chego mais rápido, não gasto o salto na calçada e não fico com os pés moídos.
Prático, não?

17 de junho de 2009

Qual a previsão para hoje?

Depois que comecei a trabalhar na área que atuo hoje (jurídica) e comecei a ir em audiências, percebi uma coisa que, talvez por ser tão comum no nosso cotidiano, nem nos damos conta. Quando não conhecemos uma pessoa, mas queremos puxar assunto, sobre o que falamos? Sobre o clima, certo?
Certo!!!
Nas audiências ocorria o seguinte: conversávamos, entrávamos, ou não, em acordo com a outra parte e aguardávamos o termo para assinatura. Durante esse tempo, a advogada que me acompanhava sempre falava ou do trânsito ou do clima e isso ocorria em todas as audiências. Quando nos aproximamos mais, perguntei a ela sobre sempre comentar do trânsito ou do clima enquanto esperávamos o termo. Ela me disse que é sempre bom causar uma boa impressão, principalmente na presença de juízes ou conciliadores para que eles se lembrem da pessoa no futuro.
Pensei que isso era só com ela, mas percebi que todos os advogados tinham essa prática. Cheguei a perguntar, brincando, claro, se isso era matéria da graduação.
Muitas vezes é importante que sejamos simpáticos, posso até dizer que há um interesse no fundo, mas o que nesse mundo é feito sem interesse, né? Por favor, não generalizem isso, ter interesse não significa que a pessoa é interesseira, no sentido pejorativo, ta?
Mas, voltando ao foco inicial, as pessoas quase sempre iniciam uma conversa sobre um assunto neutro. Pode ser que, por costume ou osmose, sejam justamente o clima ou o trânsito o ponto de partida de um “bate-papo”.
Portanto, pessoas, antes de sair de casa, dêem uma olhadinha nos sites, jornais ou telejornais que mostram as previsões meteorológicas ou o engarrafamento nas ruas da cidade para que você possa conversar com maior versatilidade com pessoas diferentes.
Diga: “como esfriou hoje, não?”, e a pessoa dirá: “realmente, hoje está muito frio”. Para que o assunto não se encerre aí, tenha a carta na manga: “mas sabe que eu estava olhando na internet e vi que esse frio só dura até quinta-feira, depois o calor volta. Ah, mas outono é assim mesmo, não é?”
Assim, as chances de começar uma boa e até produtiva conversa se estenderão. Com você bem informado, só não haverá conversa se a outra pessoa não estiver mesmo com vontade de falar.
Acontece.